terça-feira, 22 de setembro de 2026

Paraíba implementa vacinação contra HPV para crianças vítimas de violência sexual a partir dos dois anos

 


PARAÍBA:

Publicado: 22/09/2026

A Secretaria de Estado da Saúde de Paraíba (SES-PB) adotou uma nova medida que inclui a vacinação contra o HPV em crianças que são vítimas de violência sexual, começando a partir dos dois anos de idade. 

A decisão foi tomada após recomendação do Ministério da Saúde e prevê a administração de uma dose do imunizante, independentemente do sexo da criança. 

As vacinações serão realizadas nas salas de vacina do Sistema Único de Saúde (SUS), mediante indicação e registro pelo profissional de saúde responsável pelo atendimento da vítima.

Não é necessário utilizar um fluxo especial para solicitar o imunobiológico. Antes dessa ampliação, a estratégia de vacinação contra o HPV para vítimas de violência sexual previa a cobertura de pessoas entre os 9 e 45 anos. Com a nova orientação, agora crianças a partir dos dois anos podem ser atendidas pelo serviço.

A condição que fundamenta a vacinação deve ser registrada nos sistemas oficiais, utilizando o código correspondente à situação de violência sexual. Quando aplicável, deve haver consentimento do responsável legal. A vacinação deve ser registrada como estratégia especial de vacinação, seguindo as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A estratégia de vacinação utiliza a estrutura já existente no SUS para a imunização contra o HPV e o atendimento às vítimas de violência sexual. Podem participar serviços de referência, unidades hospitalares, unidades da Atenção Primária à Saúde e centros especializados. O acompanhamento clínico e a vigilância de possíveis eventos adversos devem seguir as normas vigentes do Programa Nacional de Imunizações.

A vacina contra o HPV faz parte do Calendário Nacional de Vacinação desde 2014 e oferece proteção contra os tipos virais 6, 11, 16 e 18. Essa vacinação é uma das estratégias de prevenção de doenças associadas ao HPV, incluindo diferentes tipos de câncer e verrugas genitais. Uma criança que já recebeu a vacina contra o HPV antes da ocorrência da violência sexual não precisa ser revacinada devido ao episódio.

As crianças que já receberam a dose contra o HPV antes dos nove anos de idade não serão consideradas para o esquema básico previsto no Calendário Nacional de Vacinação. Nesses casos, a criança deverá ser vacinada novamente posteriormente, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações. A vacinação após uma situação de violência sexual tem caráter preventivo.

Embora o imunizante não funcione como tratamento após uma exposição ao vírus, ele pode contribuir para a proteção contra tipos de HPV que ainda não foram adquiridos, reduzindo assim o risco futuro de doenças relacionadas à infecção.

Cariri em Ação

Fonte: G1 Paraíba.

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