quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Brasileiros relatam sensação durante terremoto na Itália: 'A cama tremia' 'Som do tremor é assustador', conta gaúcho em cidade que foi evacuada. 'Parece que você está em um barco', diz brasileira que mora em Roma.

Brasileira relata tensão após tremor na Itália (Foto: Priscila Haydée/ Arquivo Pessoal)
Brasileiros que estavam em regiões atingidas pelo terremoto que destruiu cidades no centro daItália e deixou 120 mortos na Itália relataram o susto que levaram ao serem acordados pelos fortes tremores na madrugada de terça-feira (23). O Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas.
'Acordei com a cama tremendo muito'
Primeiro tremor durou 'dois minutos', conta Rosana (Foto: Rosana Conrado)

"Eu e meu namorado estávamos dormindo quando acordei achando que ele estava tendo uma convulsão porque a cama tremia muito. Só quando olhei para a porta e vi que também tremia é que percebi que era um terremoto e começou o desespero”, conta Priscila Haydée, de 30 anos, natural de Taubaté, no interior de São Paulo.
Ela conta que as pessoas se desesperaram por lembrarem do grande tremor de 2009 de magnitude 6,3, que deixou mais de 300 mortos na região de L'Aquila.
“As pessoas se mobilizaram muito rápido depois do primeiro reflexo. Algumas deixaram a casa para se abrigarem no carro. Buscávamos informações com a defesa civil a todo momento”, disse.
Priscila Haydée está em Roma há um ano e meio cursando doutorado em cinema. Esse é o primeiro tremor desde que ela chegou ao país.
A estudante conta que foram três tremores de cerca de vinte segundos, o primeiro às 3h36 (22h36 desta terça, 23, no horário de Brasília). Ela descreve o momento como um dos mais longos que já passou.
'É como se você estivesse em um barco'
A brasileira Luciana Migliaccio, que mora há 20 anos na Itália, falou à GloboNews sobre o que sentiu durante o terremoto. "É uma sensação muito dificil de explicar. É como se a gente estivesse em um barco. Você sente enjoo, tontura, começa a sentir que está tremendo sempre. É complicada a situação física e emocional", descreve.
Luciana diz que levantou com a cama tremendo e desceu do prédio levando uma lanterna e uma garrafa de água. "Descemos porque ficamos com medo. A orientação é pegar lanterna, vestir um tênis e um casaco e ficar em um lugar onde não caia nada na cabeça da gente. Fomos para o meio da rua e ficamos lá por algumas horas. Sentimos um segundo terremoto depois", conta.
"Em Roma, onde eu estou, tremeu bastante, mas nada caiu. Outras cidades foram totalmente destruídas", diz a brasileira, que agora está mais calma, mas já deixou pronto um kit de sobrevivência com uma troca de roupa, lanterna, água e biscoitos para o caso de uma réplica que exija outra saída de casa.
'Minha cama parecia uma gelatina'
Brasileira Jéssica Dido mora em cidade próxima de onde foi registrado o terremoto na Itália (Foto: Arquico pessoal)
Jéssica mora há um ano em Ripa, uma cidade ao lado da laquila, que foi uma das mais atingidas pelo terremoto, e conta que a sensação foi horrível. “Foi terrível, uma noite péssima para todo mundo. Foi minha primeira experiência com terremoto. Estou nervosa, um pouco passada porque é uma sensação da gente sentar na cama e esperar a casa cair na nossa cabeça. É bem ruim mesmo”, diz Jéssica.
A brasileira diz que nunca tinha passado por momentos de tensão como este. “É uma sensação péssima, espero que as pessoas estejam bem. É um terror todo mundo saindo de dentro das casas, indo para os carros, dormindo para fora.”
Do G1, em São Paulo
Segurança brasileiro registrou destruição em Pescara del Tronto (Foto: Rodrigo Silva/Arquivo Pessoal)

Um segurança brasileiro se mobilizou para ajudar a retirar vítimas do forte terremoto de magnitude 6,2 que atingiu o centro da Itália na madrugada desta quarta-feira (24) – horário local. O impacto foi maior perto de Perugia, região localizada a menos de 200 km de Roma, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), organismo que registra os tremores em todo mundo.
Rodrigo Silva é natural de Campo Limpo Paulista, no interior de São Paulo, e mora na cidade de Amatrice, uma das atingidas pelo tremor. "A situação daqui é crítica. Morreu muita gente, mas resolvi sair de Amatrice para ir até a outra cidade [Pescara del Tronto], onde o terremoto foi mais forte, para ajudar." Segundo Rodrigo, que trabalha como segurança e está há pelo menos três anos na Itália, há muitos mortos pela cidade. Ele enviou um vídeo e fotos ao G1 de Pescara del Tronto que mostram a magnitude da destruição. "Mal cheguei aqui e os bombeiros já retiraram dois corpos. Não tem mais brasileiros comigo, mas eu quis vir e tentar ajudar a retirar alguns dos escombros. A situação está realmente crítica aqui." 
Mais de 100 pessoas morreram, segundo o premiê italiano, Matteo Renzi. Há também 368 feridos. O premiê também disse que esse número de vítimas não é definitivo e que muitas pessoas seguem desaparecidas. O Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas. "Metade da cidade já não existe. As pessoas estão sob os escombros", lamentou o prefeito de Amatrice, Sergio Pirozzi, à emissora privada Sky.

O prefeito confirmou que houve desabamentos de vários edifícios e pontes, o que complica o acesso ao local por parte das equipes de resgate, que tentam ajudar as pessoas que estariam sob os escombros.
Pirozzi fez um apelo às autoridades do país para liberar as ruas o mais rápido possível e poder ajudar as pessoas feridas no terremoto.
"Temos espaço para a chegada de helicópteros de resgate, mas a prioridade é liberar as ruas", disse o prefeito de Amatrice, observando que a região está sem luz, o que dificulta o trabalho de resgate.
O coordenador da Cruz Vermelha em Amatrice, Giussepe Pignoli, confirmou que na entrada da cidade há uma ponte que desabou, complicando o acesso ao local. "Ativamos o dispositivo de socorro da Cruz Vermelha. Há muitos danos", disse.
Bombeiros procuram pessoas debaixo dos escombros (Foto: Rodrigo Silva/Arquivo Pessoal)
A Defesa Civil confirmou deslizamentos de terras em outras três províncias da Região de Marcas: Ascoli Piceno, Fermo e Macerata.
Especificamente, os maiores danos aconteceram nas cidades de Arquata del Tronto e Pescara del Tronto, Ascoli Piceno, em Amandola (Fermo) e Gualdo (Macerata).
Após o tremor de magnitude 6,2, vários tremores secundários, de magnitudes 5,5, 4,6 e 4,3, foram registados perto de Amatrice e de Norcia, e o mais forte chegou a ser sentido em Roma e no Vaticano.
O terremoto ocorreu muito perto de Áquila, onde em 2009 aconteceu um forte terremoto de magnitude 6,3 que causou mais de 300 mortes e devastou a região de Abruzos e o centro histórico local.

sábado, 20 de agosto de 2016

Bruna Marquezine volta ao Brasil e torce por seleção de Neymar

Atriz foi ao Maracanãzinho para assistir à semifinal do vôlei nesta sexta, 20, e falou sobre a decisão do futebol na Rio 2016: 'Os meninos merecem'.

Do EGO, no Rio
Bruna Marquezine (Foto: Felipe Panfili/Divulgação)

Bruna Marquezine já está entre nós. Depois de aproveitar o aniversário no México e nos parques de Orlando, nos Estados Unidos, a atriz voltou ao Brasil já no clima da Olimpíada Rio 2016. Ela esteve na Arena Skol na noite desta sexta-feira, 19, depois de assistir a partida entre o Brasil e a Russia pela semifinal do vôlei e quadra. Usando uma calça justinha e exibindo seu novo corte de cabelo, a atriz esbanjou simpatia e falou sobre os jogos. "Estou muito animada, quero muito que eles ganhem por isso vim aqui torcer de pertinho".
Ao ser questionada se torceria pelo ex-namorado, o jogador Neymar, neste sábado, 20, na final do futebol entre Brasil e Alemanha, ela generalizou. "Os meninos merecem muito". Apesar disso, ela fez mistério e disse que ainda não sabe se vai acompanhar o jogo do Maracanã: "Ainda não sei onde vou assistir".

Esse raio de Neymar! Craque comanda o ouro inédito do Brasil

Camisa 10 e capitão do time faz de falta o gol brasileiro e depois acerta a cobrança final nos pênaltis. Usain Bolt aplaude de pé e ganha gesto do raio como presente

Neymar imita o raio de Usain Bolt, presente no Maracanã para ver o craque (Foto: Agência Reuters)

O mais maluco naquele minuto 26 do primeiro tempo era que Neymar parecia um solitário. O Maracanã cantava, pulsava, sacolejava com “olê, olê, olê, olá, Neymar, Neymar”, enquanto ele olhava a bola imóvel – o náufrago perdido em uma ilha dialogando com seu objeto de estimação. Era a contradição em pessoa: a multidão gritando o nome do sujeito que, na prática, estava só. E Neymar foi lá, mandou a bola naquele cantinho do espaço desenhado estrategicamente para ele, venceu o goleiro e a trave e o escambau - exatamente como faria mais de duas horas depois, no último chute da partida, para ajudar o Brasil a ser, pela primeira vez, campeão olímpico de futebol.

Às vezes, é fácil não gostar de Neymar e sua megaexposição e seu cabelo moicano e suas festas. É até natural que se pergunte o que esse raio de Neymar faz com a braçadeira, o que o raio desse Neymar faz como capitão. Mas aí ele vai lá e mete um golaço de falta no Maracanã em uma final olímpica enquanto dezenas de milhares de pessoas gritam o nome dele. E faz até Usain Bolt, o retrato de um artista enquanto raio, pular na arquibancada.

O jamaicano, que no Rio aumentou de seis para nove o número de títulos olímpicos, já se declarara fã de Neymar. Foi ao Maracanã para vê-lo. E Neymar, ao celebrar o gol sobre a Alemanha, ergueu os dois braços para o céu e imitou o gesto tradicional do homem mais rápido do planeta. Imitou o raio.
E no meio de tudo isso rolaram aquelas três bolas da Alemanha na trave – como que dizendo que um raio não cai duas vezes (ou sete vezes, vá lá) no mesmo lugar. Era um atestado de quão importante tinha sido aquele gol – e de quão forte era o time adversário.
Minutos antes, Neymar tinha sido o primeiro a entrar em campo. Pisou com o pé direito no gramado, firme, e depois tocou o campo com a mão – que em seguida foi erguida para o céu, como pedido de proteção. Depois, de olhos fechados, cantou o hino nacional.

Quando começou o jogo, Neymar teve um gosto de como a torcida o apoiaria. A primeira bola que recebeu foi longa, forte demais, e o camisa 10 não conseguiu alcançá-la. O público, logo em seguida, começou a cantar, como faria no lance do gol: “Olê, olê, olê, olá, Neymar, Neymar”. Isso deu conforto ao jogador. Ele atuou mais solto – a ponto de tentar uma lambreta sobre a marcação alemã, mas sem sucesso.

Neymar não teve atuação exuberante – talvez seja exigir muito para a pressão de uma final olímpica. Mas teve participação ativa, justificando a camisa 10 e a braçadeira de capitão que carregava, protagonizando um setor ofensivo de atuações individuais discretas. No segundo tempo, foi particularmente importante depois do gol da Alemanha. Poderia ter feito mais um golaço – a bola saiu perto da trave direita do goleiro Horn. No finzinho do tempo normal, errou passe que poderia ter deixado Luan em condições de marcar.

E aí veio a prorrogação. E Neymar, muito cansado, não conseguiu capitanear o time como no tempo normal. Nos primeiros 15 minutos, pouco tocou na bola; no segundo, tentou um chute a gol e depois começou a mancar. Mal conseguia correr. 
Restavam os pênaltis. E como o destino poderia mexer com Neymar feito marionete? Que cenário poderia criar para deixar no pé dele o ato final? Se todos os quatro primeiros da Alemanha e os quatro primeiros do Brasil acertassem, de repente? E se então, na quinta cobrança, o alemão fosse barrado por Weverton? E se aí, de repente, Neymar surgisse de novo, o mais solitário dos homens, para o chute derradeiro?
Sim, exatamente assim. Era, outra vez, Neymar e a bola. E aquela solidão. E aquele peso de uma eternidade olímpica sem título. E aquela multidão cantando o nome dele - o mais apoiado e o mais solitário dos homens.

O resto é história. Neymar correu, bateu na bola, deslocou o goleiro e caiu de joelhos no gramado do Maracanã enquanto o público urrava de euforia. Era o gol do título. Era o gol de Neymar - esse raio de Neymar, o raio desse Neymar.
Por Rio de JaneiroG1

Coxixola é a cidade com o menor eleitorado na Paraíba

Embora não seja o menor município da Paraíba, Coxixola é a cidade com o menor eleitorado no Estado, com 1.763. Com nove vagas na Câmara Municipal e 28 candidatos a vereador, a concorrência para a disputa no Legislativo é de apenas 3,11 candidatos para uma vaga. Para comandar o Executivo, a eleição é polarizada entre os candidatos Givaldo Limeira de farias (DEM) e Valmi Oliveira (PT). Quem vencer, governará para uma população estimada em 1.892 habitantes.
A cidade que ocupa o posto de terceira menor do Estado, Areia de Baraúnas, é a segunda no ranking dos municípios com o menor número de eleitores. Com uma população estimada em 1.880 habitantes, a cidade possui 1.763 eleitores, que vão escolher entre Dêda (PMDB) e Guia de Zé de Pedro Velho (DEM) para o comando da Prefeitura. Já na Câmara, a concorrência é de 2,78 por vaga. São 25 candidatos para nove vagas no parlamento municipal.
Em Quixaba, município com 1.901 habitantes localizado na microrregião de Patos, 1879 eleitores vão definir os rumos da cidade, que tem o terceiro menor eleitorado. Lá, 24 vereadores disputam as nove cadeiras na Câmara, uma concorrência de 2,66 por vaga. O embate pela prefeitura é dos candidatos José Candeia Lopes (PSD) e Claudia Macário Lopes (PMDB).
Confira as 10 cidades com os menores eleitorados do estado:
COXIXOLA
1.742
AREIA DE BARAÚNAS
1.763
QUIXABA
1.879
SÃO JOSÉ DO BREJO DO CRUZ
1.953
ZABELÊ
2.002
CURRAL VELHO
2.022
PARARI
2.048
RIACHO DE SANTO ANTÔNIO
2.073
AMPARO
2.193

PASSAGEM
2.220
Cariri Ligado.

Cérebro de cães tem habilidade ligada à fala semelhante à dos humanos

  CÉREBRO DE CÃES: Publicado: 26/09/2026 Estudo sugere que o processamento eficiente da fala não é necessariamente uma consequência das habi...