PARAÍBA:Atualizado em: 07/11/2025
Doces, geleias e bolos são feitas artesanalmente por uma associação de agricultoras na cidade de Picuí, no Seridó do estado. Projeto tem objetivo de fomentar o empreendedorismo feminino.
Uma associação de mulheres agricultoras na cidade de Picuí, no Seridó da Paraíba, vai expor doces, geleias e bolos feitas artesanalmente e, em parte, de maneira industrial, durante a 30ª edição da Conferência do Clima, a COP 30, que vai ser realizada em Belém, no Pará, a partir do dia 10 de novembro.
Na zona rural de Quixaba, área rural do município de Picuí, pelo menos nove mulheres, das mais de 25 associadas, desenvolvem o trabalho com as frutas umbú, caju e coco. Os materiais feitos são justamente a partir da fruta extraída naquela região. O projeto tem objetivo de fomentar o empreendedorismo feminino.
"São 25 mulheres que são associadas atualmente, mas na ativa são nove que estão trabalhando diariamente, de segunda a sexta, produzindo e vendendo para Bahia, Maranhão, Belo Horizonte, onde pede agente entrega", disse Damiana Morais, presidente da associação.

Em relação a matéria prima para produção dos materiais, as próprias mulheres colhem os frutos para produção. Por mês, a produção gera cerca de R$ 30 mil, que é dividido proporcionalmente de acordo com as horas trabalhadas e destinadas ao projeto.
"Eu vivia em casa, sou da agricultura, no roçado, ajudando meu marido a cortar lenha e catar, aí quando eu passei a vir para cá, tudo melhorou", relatou Adriana Mohamed, uma das produtoras da Associação.
O projeto surgiu devido uma necessidade criada a partir das condições climáticas da região do Seridó paraibano para as mulheres que já trabalhavam como agricultoras. A fundadora da associação “Mulheres da Quixaba” disse que, antes do projeto, parte delas ficava ociosa.
"As mulheres de Quixaba não tem muito o que fazer, porque as chuvas são poucas, as mulheres se limitam a ficar em casa, esperando pelos auxilios do Governo Federal, então, partindo daí, tivemos essa idéia, fundamos a associação e começamos a luta em busca de apoios", explicou Ednalva Dantas.
De acordo com a fundadora, inicialmente foi buscada uma capacitação para trabalhar com o umbu pela pioneiras da associação e, posteriormente, a expertise com outras frutas foram sendo acrescentadas ao empreendimento.
"A primeira porta que agente bateu foi na antiga Emater, hoje Empaer, buscamos uma capacitação para se trabalhar com umbu, fruto nativo da região", disse.
Com: Cariri em Ação.
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